🎯 Apresentação

O que você vai aprender

  • O que é um subagent e por que ele existe
  • Por que o contexto isolado importa
  • Como criar um subagent (arquivo markdown + /agents)
  • Como projetar subagents eficazes
  • Como usá-los bem: delegar, paralelizar e quando não usar

🤖 O que é um subagent

Um assistente especializado dentro do Claude Code

  • Um subagent é um assistente de IA com uma tarefa específica
  • Roda em uma janela de contexto própria, com system prompt, ferramentas e permissões próprios
  • Recebe a tarefa, trabalha sozinho e devolve só o resultado — depois encerra
  • O agente principal recebe o resumo, não toda a investigação

Analogia para economistas

É como mandar um assistente de pesquisa à biblioteca: ele lê 200 páginas e volta com um parágrafo. Você fica com a conclusão — não com as 200 páginas na sua mesa.

Por que o contexto isolado importa

  • A janela de contexto é finita: cabe só uma quantidade de texto na conversa
  • Encher o contexto com logs, buscas e arquivos que você não vai reler degrada o trabalho
  • O subagent faz esse trabalho “sujo” no contexto dele e te entrega só o essencial

Nota

Para que servem, na prática:

  • Preservar contexto — exploração e saída volumosa ficam fora da conversa principal
  • Impor restrições — limitar quais ferramentas o subagent pode usar
  • Reusar configurações entre projetos
  • Controlar custo — rotear tarefas simples para modelos rápidos (ex.: Haiku)

Os subagents que já vêm prontos

Subagent Modelo Para que serve
Explore Haiku Busca e leitura de código (somente leitura, rápido e barato)
Plan Herda Pesquisa no plan mode antes de propor um plano (leitura)
general-purpose Herda Tarefas complexas em vários passos, com leitura e escrita

O Claude delega automaticamente a esses subagents quando a tarefa combina — você nem precisa pedir. Eles existem justamente para manter a conversa principal enxuta.

🛠️ Criando um subagent

Um arquivo markdown com frontmatter

  • Um subagent é um arquivo .md: frontmatter YAML + corpo
  • Frontmatter = a “ficha técnica” (nome, quando usar, ferramentas, modelo)
  • Corpo = o system prompt que guia o comportamento
  • O subagent recebe esse system prompt, não o do Claude Code inteiro

Anatomia do arquivo

---
name: resumidor-fonte
description: Lê uma fonte (PDF, página, CSV) e devolve um resumo
  curto e factual. Use proativamente para sintetizar documentos longos.
tools: Read, Glob, Grep, WebFetch
model: haiku
---

Você é um analista de research. Ao receber uma fonte, leia-a e
devolva no máximo 8 bullets factuais, sempre citando os números
exatamente como aparecem no texto. Nunca invente dados.
  • name e description são obrigatórios — a description é o que faz o Claude saber quando delegar
  • tools e model são opcionais (sem tools, herda todas; sem model, herda o da sessão)

Onde salvar — projeto x usuário

Local Escopo Quando usar
.claude/agents/ Projeto (vai para o git) Subagents do time, específicos do repositório
~/.claude/agents/ Usuário (todos os projetos) Seus subagents pessoais, em qualquer projeto

Dica

Salve os subagents da equipe em .claude/agents/ e versione no git: todo mundo na mesa de pesquisa passa a ter o mesmo “resumidor de boletins” padronizado.

O atalho: o comando /agents

  • Digite /agents no Claude Code para abrir a interface de gerenciamento
  • Aba Library: criar (setup guiado ou “Generate with Claude”), editar, escolher ferramentas, modelo e cor
  • Aba Running: ver e parar subagents em execução

Nota

Editar o arquivo direto no disco exige reiniciar a sessão para carregar. Já o que você cria pelo /agents passa a valer na hora.

✏️ Projetando subagents eficazes

Quatro boas práticas

  1. Foco único — cada subagent deve ser excelente em uma tarefa
  2. Descrição detalhada — o Claude decide delegar pela description (use “use proactively”)
  3. Limitar ferramentas — conceda só o necessário (um revisor não precisa de Write/Edit)
  4. Versionar — subagents de projeto entram no git e melhoram com o time

Dica

Subagent genérico demais não é delegado nem ajuda. Foco + descrição clara = o Claude chama na hora certa.

Descrição: vaga x acionável

Nota

Fraca: description: Ajuda com dados.

Forte: description: Lê um boletim do Banco Central e extrai as medianas de IPCA, Selic, PIB e câmbio em uma tabela. Use proativamente ao receber um PDF de boletim.

  • A descrição forte diz o que faz e quando usar — é o gatilho da delegação automática
  • Limitar ferramentas (tools: Read, Grep, WebFetch) deixa o subagent seguro e focado
  • Escolha o modelo pela tarefa: Haiku para busca barata, Sonnet/Opus para raciocínio

🧭 Usando subagents bem

Três formas de invocar

  • Automática — o Claude delega sozinho, pela description + contexto
  • Linguagem natural“Use o subagent resumidor-fonte para sintetizar este PDF”
  • @-mention — digite @ e escolha o subagent: garante que aquele seja usado

Nota

Há ainda claude --agent <nome>, que faz a sessão inteira assumir o system prompt e as ferramentas daquele subagent — útil para uma sessão dedicada (ex.: só revisão).

Padrão 1 — isolar operações volumosas

  • Rodar testes, baixar documentação, processar logs: tudo isso enche o contexto
  • Delegue a um subagent — a saída verborrágica fica no contexto dele, só o resumo volta

“Use um subagent para rodar a suíte de testes e me reportar os testes que falharam, com a mensagem de erro de cada um.”

Dica

O mesmo vale para research: “leia este relatório de 80 páginas e devolva 5 pontos” — o PDF inteiro nunca entra na sua conversa principal.

Padrão 2 — pesquisa em paralelo

  • Para investigações independentes, dispare vários subagents ao mesmo tempo
  • Cada um explora sua área; depois o Claude sintetiza os achados
  • Funciona melhor quando os caminhos não dependem uns dos outros

“Para a nota de conjuntura, pesquise em paralelo com subagents separados: um para inflação (IPCA), um para atividade (PIB) e um para o câmbio. Depois junte tudo.”

Padrão 3 — encadear subagents

  • Para fluxos em etapas, peça subagents em sequência
  • Cada um termina, devolve ao Claude, que passa o contexto relevante ao próximo

“Primeiro um subagent extrai as medianas do boletim; depois outro redige o resumo executivo a partir dessas medianas.”

Nota

Foreground (bloqueia até terminar) x background (roda concorrente enquanto você segue trabalhando). O Claude escolhe pelo tipo de tarefa — ou você pede “rode em background”.

Quando NÃO usar

  • Tarefa trivial — o custo de montar o subagent não compensa
  • Precisa do histórico completo da conversa — aí um fork (que herda o contexto) cabe melhor
  • Muitos subagents devolvendo respostas longas — os resultados voltam ao contexto principal e podem enchê-lo de novo

Dica

Cada invocação é uma instância nova, de contexto fresco: o subagent não lembra conversas anteriores. Delegue o que é volumoso, independente ou repetitivo — e mantenha a conversa principal limpa.

✅ Conclusão

Mensagens-chave

  • Um subagent trabalha em contexto isolado e devolve só o resumo
  • Criar = arquivo markdown (name, description, tools, model + system prompt) ou /agents
  • Projete com foco único, descrição clara e ferramentas mínimas
  • Use para isolar saída volumosa, paralelizar pesquisa independente e encadear etapas
  • Não exagere: cada resultado volta ao contexto principal

Próximos passos

  • Criar um subagent read-only que resume uma fonte (ata do COPOM, relatório, CSV)
  • Versionar os subagents da mesa em .claude/agents/
  • Experimentar pesquisa em paralelo para uma nota de conjuntura

Obrigado! — Análise Macro